domingo, 22 de junho de 2008

Roberto e Erasmo em 1958

1958. Antes dos anos 60. Roberto e Erasmo eram dois jovens desconhecidos, com 17 anos de idade. A bossa nova estava nascendo, mas os acordes do rock and roll já brilhavam nas radios.

Dentre as poucas aparições de Roberto Carlos e Erasmo nesse periodo, está este filme: "Minha Sogra é da Policia". Uma galeria de nomes hoje muito conhecidos aparece em seus creditos: Cauby Peixoto, Carlos Imperial, Violeta Ferraz, Paulo Silvino e os desconhecidos Erasmo e Roberto Carlos.

Vale a pena dar uma olhada!

Fim de noite Anos 60

Final de noite nos anos 60 era assim.
As transmissoes da TV, em preto e branco ainda, terminavam antes da meia noite. Não tinha ainda a sessão Madrugadão. Lá na Sarandi, terminava a sessão das oito, dando entrada ao pessoal das dez. Em pouco tempo o Sabó recebia os ultimos freguesas, que ao sair encerrariam a noitada. Depois dele só restava o Bar da Onda, para comer media luna rellena, ou La Cueva. Mas esta, só para os mais iniciados. Era um tempo quando voltar tarde pra casa significava voltar lá pelas onze horas da noite, pra desespero da mamãe. Hoje, nossos filhos, começam a se preparar para sair nesse horario.

Nos anos 60, nessas horas a TV já encerrava sua programação sugerindo a todos ir pra cama e bons sonhos com a maciez do cobertores de pura lã Parahyba!

Jovens Tardes de Domingo

Meu MP3 ao ouvido, me lanço numa caminhada no Parque da Redenção. A idade impõe. O som me passeia no tempo. Ouço musicas que o tempo não apaga, ao contrario só faz ganhar força. Incríveis, Fevers, ou talvez um tremendão que como eu, resiste ao tempo. Navegando entre lembranças, meus olhos não vêm mais os caminhos da Redenção em Porto Alegre. Estou em Santana. Não são mais as calçadas que passam, mas sim aquelas que passaram. São rotas calçadas de baldosas quebradas que dizem ser da Cerâmica Yamurri. Piso com passo firme e rítmico por onde já passei, rumando a Rivera. As arvores da Silveira Martins me protegem do sol forte. Passo ao longe do Colégio da Teresianas. Sinto a algazarra da saída das meninas-moças - assim eram chamadas. Depois foram meninas-veneno. E foram nossas, e nos deram filhos. Lá adiante a turma da caxonaria, já foi. Devem estar na Sarandi, na Casa América, vendo o desfile dos rostinhos lindos e das saias plisadas. Alcanço a Andradas. De frente ao relógio dos Gallo, as caixas de som do seu Jader, lançam ao ar musicas que ainda ouço. Tem disco novo do Roberto. Já sei no que vai dar: vai ter reunião dançante na tarde de domingo. O salão do Sindicato dos Bancários, vai se encher de ritmo Jovem Guarda. E vamos dançar, vamos ter nossas gurias nos braços e sentir tantas emoções! Jovens tardes de domingo, que beleza! Uma buzina me traz a realidade. Estou ainda no Parque da Redenção e o presente é 2008. Mas a coleção de lembranças permanece. Bom tempo aquele dos anos 60! Bom tê-lo vivido para poder lembrá-lo! -- Diego - Anos 60

terça-feira, 17 de junho de 2008

Festa Anos 60

Esta chegando a hora, pessoal! Faltam menos de 30 para a Festa dos Filhos de Santana sessentões http://www.filhosdesantana.com.br/ - Churrascaria Vitrine Gaucha http://www.vitrinegaucha.com.br/ no Shopping DC Navegantes no sábado, dia 12 de julho! - Veja os detalhes no link da Festa: www.rmasoftwares.com.br/sessenta/ Já temos mais de 240 participantes confirmados! Muita musica, brindes e alegria! Participe!.

Quem sabe esta musica para animar? - Um pouco brega, tá certo, mas totalmente anos 60!!

O Comercial do frio

Lembra dos primeiros anos da TV Brasileira? Muito depois do sinal da Tevediez de Rivera, com seu seriados dublados num espanhol mexicano que nem castiano entendia! Lembra que a gente tinha noticias deste invento só pelo jornal ou pelo radio? Isso até que surgiu a primeira torre de repetição do sinal da TV Gaucha para Santana, heroicamente mantida pelo Atma Morcinek, o pioneiro da assitência técnica aos TVs Admiral, Punktal e Zenith, que subia, a sol e chuva, no morro de Palomas para consertar a torre quando esta cortava a transmissão.

Eram daquele tempo os mais lembrados comerciais, ainda em preto e branco, do sabão em pó Rinso ou dos calçados Vulcabras. Tal vez um dos mais lembrados seja este, das Casas Pernanbucanas, bem atual para os tempos frios dos dias de hoje. Quem não lembra?

JIP - A Festa da Amizade pelo Esporte

Os Jogos Internacionais da Primavera, representaram o ponto culminante no relacionamento esportivo entre atletas de ambos lados da fronteira. Inicialmente realizados em 1963, com estudantes, de ambos os sexos, de Rivera e Livramento, disputando várias modalidades de esportes. As duas cidades inflamaram-se com a disposição e entusiasmo dos estudantes santanenses e riverenses, afinal, estava em jogo também o prestigio das duas cidades. As casas comerciais participaram efetivamente, patrocinando prêmios e ofertando tudo que se fizesse necessário para o engrandecimento do evento. Os pais deram sua participação quando subiram nas arquibancadas para torcer pela vitória dos filhos. Os destacamentos militares das duas cidades organizaram equipes de juizes para as modalidades de atletismo. Emprestaram suas bandas para o toque de clarim aos laureados, desfiles e hinos. As cidades viram pela primeira vez, equipes femininas de basquete e vôlei, disputando troféus. Ao finalizar esta festa de cidadania, houve uma festa de confraternização para os conquistadores, um baile nos salões do Clube Comercial de Livramento, animado pelo conjunto Norberto Baldauf. Os J.I.P, Jogos Internacionais da Primavera organizados pela União Santanense de Estudantes Secundários tiveram na época a mesma conotação de uma olimpíada e tornaram-se concretos pelas idéias do presidente eleito para a gestão da entidade estudantil no biênio 1963-1964, o Danilo Ucha, cujo intuito estava voltado para o congraçamento esportivo entre jovens escolares de ambos os sexos das duas cidades. O Aldo Rosa Carvalho recebeu o desafio de organizar os Jogos. Na abertura dos jogos o atleta João Arla, conduziu o Tocha Olímpica até a pira e a solenidade transcorreu como havia sido planejada. O sucesso se consolidava. A população se fez presente. Uma enorme equipe de juizes e auxiliares para as provas de atletas impacientes em suas respectivas raias. Ocorrida a abertura, deu-se o início das disputas de pista: 100, 200, 400 m, sejam, velocidade e revezamento, bem como, salto em altura e arremesso de peso. Mais do que nada a competição envolvia a confraternização de atletas duas cidades, de dois países e a participação de lojistas de ambos lados da fronteira que emprestavam o que fosse preciso para o andamento das atividades esportivas: um megafone da Casa América, a relojoaria Gallo, com seus cronômetros para aferição do tempo nas corridas.
Foi eleita como Rainha dos Jogos da Primavera, a Vera Lisboa hoje esposa do João Arla. Faltava um gran finale. Este foi o baile de encerramento animado pelo conjunto Norberto Baldauf nos salões do Clube Comercial.


(Extraido de um texto do Aldo Rosa Carvalho)

domingo, 15 de junho de 2008

Jovem Guarda - O Inicio

Num sentido estrito, a expressão Jovem Guarda designou programa da TV Record, de São Paulo SP, estreado em setembro de 1965 e findo em 1969, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia; mas tem sido comumente empregada para definir gênero musical também conhecido como iê-iê-iê, seja, a versão brasileira do rock internacional. Entre os maiores expoentes desse período estavam os irmãos Tony e Celly Campelo, Sérgio Murilo, Ed Wilson e, em fase pouco posterior, Ronnie Cord e os grupos The Jordans, The Jet Blacks e The Clevers. O trio central – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia – entrou em cena justamente quando começava a se acentuar a queda de popularidade dos primeiros artistas brasileiros do rock’n’roll. Em 1961, Celly Campelo decidiu afastar-se da vida artística, enquanto as atenções se voltavam para a bossa nova e, nos meios de comunicação, sobreviviam poucos espaços: o programa Hoje é Dia de Rock, de Jair de Taumaturgo, na Radio Mayrink Veiga carioca; o Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV-Rio, e Crush em Hi-Fi, na TV Record, de São Paulo. Em discos, os sucessos rareavam: Marcianita, com Sérgio Murilo, Diana, com Carlos Gonzaga. Roberto Carlos optou, então, por algum tempo, pela bossa nova, mas Erasmo Carlos e Wanderléia decidiram insistir, tentando divulgar um tipo de musica que, nessa época, já tinha muito de bolero e samba-canção, misturado ao ritmo do rock’n’roll. No Rio de Janeiro RJ, Ed Wilson, Cleide Alves, Renato e seus Blue Caps também esperavam sua oportunidade. Foi o repentino sucesso de um compositor e intérprete radicado em São Paulo que abriu a brecha para o que seria a Jovem Guarda: em 1963, Ronnie Cord conseguiu bons índices de venda e popularidade com o rock Rua Augusta (de Hervê Cordovil), chamando a atenção do publico e dos homens de media para as figuras de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, principalmente, autores de Parei na contramão. Em seguida, É proibido fumar e Festa de arromba (da mesma dupla) confirmaram a existência do mercado. Foi dessa música – onde os dois celebram textualmente seus companheiros de vida artística e preferência musical – que surgiu a idéia de um programa de televisão, concretizado pela TV Record paulista. Com o nome definitivo de Jovem Guarda, o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os cantores Eduardo Araújo, Sérgio Murilo, Agnaldo Rayol, Reynaldo Rayol, Martinha, Cleide Alves, Meyre Pavão, Rosemary e os grupos The Jordans, The Jet Blacks, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis e Golden Boys. Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos Quero que vá tudo pro inferno, que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou tendência musical. Outros artistas se juntaram ao grupo inicial: Ronnie Von, Vanusa, De Kalafe, Deny e Dino, Leno e Lilian, Antônio Marcos, Os Vips, Os Brasões, The Pops, entre outros. Seguindo o exemplo da Apple, promotora dos Beatles, a agência de publicidade Magaldi, Maia & Prosperi passou a coordenar industrialmente a imagem do trio central da Jovem Guarda, criando as marcas Calhambeque, Tremendão e Ternurinha para uma série de produtos que ia de bonecas a calças e blusas. Em 1995, remanescentes da Jovem Guarda se reuniram para comemorar os 30 anos do movimento, gravando uma caixa de cinco CDs para a Polygram, onde recriam os antigos sucessos, e fazendo uma serie de shows com êxito nacional: Wanderléia, Erasmo Carlos, Ronnie Von, Bobby de Carlo, Os Vips, Os Incríveis, Martinha, Leno e Lilian, Golden Boys e outros. Ainda em 1995, a Paradoxx lançou dois CDs com vários artistas da Jovem Guarda, mas gravados ao vivo, nos shows comemorativos; e, no ano seguinte, a revista Caras colocou no mercado uma coleção de seis CDs e fascículos, contando a historia da Jovem Guarda e com remasterizações das gravações originais.