Meu MP3 ao ouvido, me lanço numa caminhada no Parque da Redenção. A idade impõe. O som me passeia no tempo. Ouço musicas que o tempo não apaga, ao contrario só faz ganhar força. Incríveis, Fevers, ou talvez um tremendão que como eu, resiste ao tempo. Navegando entre lembranças, meus olhos não vêm mais os caminhos da Redenção em Porto Alegre. Estou em Santana. Não são mais as calçadas que passam, mas sim aquelas que passaram. São rotas calçadas de baldosas quebradas que dizem ser da Cerâmica Yamurri. Piso com passo firme e rítmico por onde já passei, rumando a Rivera. As arvores da Silveira Martins me protegem do sol forte. Passo ao longe do Colégio da Teresianas. Sinto a algazarra da saída das meninas-moças - assim eram chamadas. Depois foram meninas-veneno. E foram nossas, e nos deram filhos. Lá adiante a turma da caxonaria, já foi. Devem estar na Sarandi, na Casa América, vendo o desfile dos rostinhos lindos e das saias plisadas. Alcanço a Andradas. De frente ao relógio dos Gallo, as caixas de som do seu Jader, lançam ao ar musicas que ainda ouço. Tem disco novo do Roberto. Já sei no que vai dar: vai ter reunião dançante na tarde de domingo. O salão do Sindicato dos Bancários, vai se encher de ritmo Jovem Guarda. E vamos dançar, vamos ter nossas gurias nos braços e sentir tantas emoções! Jovens tardes de domingo, que beleza! Uma buzina me traz a realidade. Estou ainda no Parque da Redenção e o presente é 2008. Mas a coleção de lembranças permanece. Bom tempo aquele dos anos 60! Bom tê-lo vivido para poder lembrá-lo! -- Diego - Anos 60
domingo, 22 de junho de 2008
Jovens Tardes de Domingo
Meu MP3 ao ouvido, me lanço numa caminhada no Parque da Redenção. A idade impõe. O som me passeia no tempo. Ouço musicas que o tempo não apaga, ao contrario só faz ganhar força. Incríveis, Fevers, ou talvez um tremendão que como eu, resiste ao tempo. Navegando entre lembranças, meus olhos não vêm mais os caminhos da Redenção em Porto Alegre. Estou em Santana. Não são mais as calçadas que passam, mas sim aquelas que passaram. São rotas calçadas de baldosas quebradas que dizem ser da Cerâmica Yamurri. Piso com passo firme e rítmico por onde já passei, rumando a Rivera. As arvores da Silveira Martins me protegem do sol forte. Passo ao longe do Colégio da Teresianas. Sinto a algazarra da saída das meninas-moças - assim eram chamadas. Depois foram meninas-veneno. E foram nossas, e nos deram filhos. Lá adiante a turma da caxonaria, já foi. Devem estar na Sarandi, na Casa América, vendo o desfile dos rostinhos lindos e das saias plisadas. Alcanço a Andradas. De frente ao relógio dos Gallo, as caixas de som do seu Jader, lançam ao ar musicas que ainda ouço. Tem disco novo do Roberto. Já sei no que vai dar: vai ter reunião dançante na tarde de domingo. O salão do Sindicato dos Bancários, vai se encher de ritmo Jovem Guarda. E vamos dançar, vamos ter nossas gurias nos braços e sentir tantas emoções! Jovens tardes de domingo, que beleza! Uma buzina me traz a realidade. Estou ainda no Parque da Redenção e o presente é 2008. Mas a coleção de lembranças permanece. Bom tempo aquele dos anos 60! Bom tê-lo vivido para poder lembrá-lo! -- Diego - Anos 60
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